Era uma manhã de quinta.
E quando eu falo quinta, é no sentido literal da palavra. Uma quinta feira de quinta.
Eu já havia escovado os dentes, tomado meu banho e tomado café. O telefone toca. Era você.
A madrugada havia sido péssima. eu não durmi direito. eu tive pesadelos e eu já pressentia. Você ligaria e ligou, exatamente como eu imaginei que faria, falando numa calma que jamais transpareceria o que na verdade você queria dizer.
Perguntou como havia sido minha noite, eu menti, é claro. Disse que havia sido ótima. É que eu sou do tipo de mulher que nunca dá o braço a torcer. Prefiro perder metade do meu coração que dá meu braço a torcer. Bem, aquele telefonema era prova disso. Conversamos! Falamos sobre trabalho, fome, política, viagens e tudo que se possa imaginar... homens são sempre ótimos pra fugir do assunto central, você então, nem se fala!
Até que não havia mais assunto e fez-se aquele silêncio que mais parece uma facada, nesse caso era apenas uma prévia do que viria pela frente. Você respirou fundo, eu ouvi e senti sua respiração daqui, do outro lado da linha. Foi uma respiração atlética, daquelas dadas antes do mais profundo salto numa piscina. Eu preví o que você diria e você conseguiu ver como você ficaria no fim disso tudo. E eu quebrei o silêncio, dei uma de homem da relação e perguntei sobre sua mãe... você não respondeu e foi direto ao assunto. Homens odeiam que mulheres ajam como se fossem um deles e você, como um deles, me cortou logo.
Eu te ouvi.
Segurei o choro. Controlei as palavras e não dei o braço a torcer. Fui calma e objetiva.
Acabou.
Você achou que eu fosse me humilhar, esperou que eu chorasse e implorasse pra você ficar. Acostumou-se com meus dramas e já tinha em mente o que diria quando eu começasse com um deles.
Eu fiz diferente e derrubei você. Era pra eu ter morrido naquele telefonema, no entanto foi você quem quis repensar o assunto.
Daquele telefonema em diante eu seguiria com um saldo de:
Coração quebrado.
Ego ferido.
No entanto, com um braço em perfeito estado.
E trocar meu coração pelo meu braço foi realmente uma ótima escolha. No dia seguinte você ligou denovo, com outra proposta. E assim se guiram as semanas, todas as manhãs suas ligações e mensagens. Meu ego se recuperou. Meu coração voltou a ficar inteirinho com direito à novidades. E meu braço, bem, não preciso nem dizer.
Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança
Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me
faltava.!
Me deixa ficar aqui, tentando achar um sentindo pras coisas e sentimentos serem como são.
paz.
eu quero paz.
E se foi 2007.
eu custei acreditar. custei aceitar, mas caí na real. 2007 já era.
e com ele se foram também sorrisos, pessoas, momentos que agora são só lembrança. 2007 marcou. marcou muito!
sempre tive uma paixão por anos pares, 2007 quebrou essa regra.
sempre festejei a vinda de um novo ano, 2007 me impediu de fazê-lo esse ano.
eu queria mais de 2007.
eu queria dois dezembros, dois setembros e dois julhos, nem que isso implicasse em eu ficar mais velha duas vezes num único ano. seria maravilhoso ter 18 anos em 2007, se seria!
mas o ano não me deixou escolha e se foi, é como se eu o visse me dando um sorriso no último minuto daquela noite que marcaria o fim de uma vida. eu viví 17 anos em um, pode ter certeza.
2007 se foi e me deixou mais madura.
me deixou com saudade.
em meio àquela queima louca de fogos do último dia do ano, só me restou um pedido: 2007... volta!
ele não voltou.
olha a época do ano em que decidi escrever sobre isso. acho que no fundo eu ainda tinha esperanças de que 2007 sentisse compaixão por mim e voltasse, no último momento, com flores e bombons pra me dar, com um sorriso de orelha a orelha dizendo, 'vim pra gente recomeçar'. mas ele prefiriu insistir na idéia de que é hora de um par.
estamos em abril, no último dia do mês de abril. só agora me bateu que realmente, 2007 se foi.
praticamente não tenho mais 17 anos, praticamente 2008 já está na metade e eu ainda não fiz nada de realmente muito bom esse ano.
2007 foi tão generoso comigo. me deixou mal acostumada e agora que se foi, eu não me sinto bem.
mas de nada adianta, jajá 2008 terá passado e terá sido um ano de nada. sem aventuras, sem grandes gargalhadas, sem loucuras, sem bebedeiras e muito aprendizado. sim, 2008 promete ser um ano chato e vem cumprindo sua promessa.
ok, tudo bem não ter histórias de 2008 pra contar.
recontarei então mil vezes as histórias de 2007.
dizem que viver no passado é errado, eu venho fazendo isso, ilusionando isso e sinceramente... está sendo o mais certo a fazer.
que venham os dezoito, que venha logo o fim do ano... quero outro número ímpar, e logo!
eu tenho duas malas...
uma cheia de roupas, calcinhas, sutiãs e afins.
a outra eu carrego comigo todos os dias, de cima e de baixo, cheia de saudade e muito amor.
a mala que eu carrego comigo todos os dias pesa tanto. Em troca me trás tanta paz.
a primeira mala eu levo comigo porque tenho de levar. Quando chego lá, jogo ela na cama, tiro tudo de dentro e visto o que tiver de melhor lá, só pra poder sair, reencontrar pessoas e descarregar a mala interior. Logo logo ela vai ser recarregada outra vez.
as vezes, inúmeras vezes, eu me imagino não tendo que refazer a mala que ficou desfeita sobre a cama, me imagino não recolocando saudade dentro da interior, mas infelismente a estrada é longa e eu não posso parar.
eu olho pro passado, pra saudade que eu joguei fora, pro amor que eu expulsei de dentro de mim e joguei sobre as pessoas mais próximas, num relance de segundos, entre a troca de olhares e o tão esperado abraço... que sensação.
depois imagino o futuro, logo logo o amor vai se acumular e a saudade vai voltar pra cá pra dentro e no fundo, isso me dá paz
o reencontro é sempre tão gostoso.
jogar a saudade fora é sempre tão bom.
colocar o amor pra fora é sempre tão compensador.
eu não tenho o direito de reclamar...
e é por plena conciência disso que mais cedo ou mais tarde eu volto pro quarto, jogo as roupas dentro da mala, tiro ela de cima da cama e toco o pé na estrada, com uma mala lotada e a outra se enchendo à cada km percorrido.
um dia eu vou pra ficar... ah se vou.
enquanto isso, deixo uma mala contando as horas pra ser refeita e uma outra louca pra ser desfeita novamente.
E tem um vazio, que nem eu consigo explicar.
algo inenarrável, que me dói tanto na alma, parece que quer me matar aos poucos. Ando magoada, desconfiada, sofrida... com coisas que não têm como explicar, porque nem eu mesma entendo. Ando sentindo preguiça de pessoas, medo de lugares lotados, vontade de não sair nunca mais da minha casa. Queria não precisar das pessoas, não sentir falta delas, não precisar conversar com elas, tudo bem que o número de pessoas pelas quais sinto isso é mínimo, mas eu queria mesmo era não precisar de ninguém, porque é tão ruim se sentir o tempo todo só e quando se resolver pedir uma ajuda, ver ela ser negada... machuca muito, mas eu to me acostumando com isso também.
Quem sabe, depois de tanto tempo sem sair de casa e sem ver as pessoas, eu tenha desaprendido a dançar forró e as pessoas tenham esquecido da minha existência, torço mesmo por isso, porque eu sei que se me deparar tendo que falar com todos os conhecidos, vou acabar surtando em público e isso eu não posso, tenho de me controlar e guardar só pra mim tanta dorzinha.
Eu sempre pensei que não, mas solidão um dia vai acabar me fazendo bem e eu, mesmo não querendo, preciso de algumas pessoas, o resto delas eu dispenso e ficaria muito feliz se nunca mais precisasse ver!
[fazdecontaqueeunãoescrevitudoisso]
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Uma pequena nota:
A verdade é que hoje, de tudo que se sabe e se aprende e se esquece e se sente, em tudo está o amor. Seja ele forte, fraco, sofrido, chorado, felicitado... é amor. Porque o amor está em tudo, em todos. E permanecerá assim. Porque de tudo que já se ouviu falar, o amor é o único sentimento que jamais deixou de ser lembrado, é como Jesus Cristo... séculos e séculos e não é esquecido. Então me diga, como não acreditar no amor? Você acha mesmo que se ele não existisse ainda seria lembrado? sonhado? idealizado? O amor existe sim! Mas infelismente, é dádiva de poucos. O amor é só pros que sabem amar. O resto? é só doença! |
'Quem será
que pode me vender um pouco de prazer
pra guentar a vida,
sem brincar com a morte!?'
Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim
Mas se vai
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Vai sem duvidar,
Mas se ainda faz sentido, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo
Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar[Gram - Você Pode ir na Janela]
Canta que é de canto que eu vou chegar.
Canta o teu encanto que é pra mim encantar.
Canta para mim, qualquer coisa assim, sobre você...
Que explique a minha paz:
Tristeza NUNCA MAIS!.
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linha
reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você, de óculos escuros
Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na
terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o
que era
E o que era? Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, e você se preocupa em não se
machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais
vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?
E cada vez que você me olha com esse olhar de dúvida, eu me pergunto:
será que ele me ama? será que ele não vê, que eu mato e morro, tudo que for, só por ele?
será que ele é assim tão cego? será que ele vai mesmo acabar com esse amor?
Você me ganhou. Agora, tá me perdendo! Muda, como eu mudei, antes que seja tarde.
euteamo.mesmoquemude.
Confusão de sentimentos:
É o que você sente quando percebe que até a solidão virou rotina. É o que tá doendo em mim agora. É o que cresce em mim descontroladamente.
medo de errar, medo de acertar, medo de amar, medo de mudar, medo de alcançar o que eu tanto quero. Nem sempre as pessoas querem as coisas certas, aliás, isso é raro comigo.
Quando eu penso que tô acertando, alguém vem e me diz que tô fazendo o contrário, então eu me pergunto, será que vale à pena? Será que eu devo mesmo me submeter à tudo isso? Será que amar é isso?
Eu sempre achei que amar fosse entender, aceitar, perdoar, conversar, fazer bem... me enganei denovo? Alguém que realmente saiba, por favor, me ajude! Estou tão confusa, com tanto medo, será que o que eu sinto não é amor? Será que eu me enganei sobre tudo isso todo esse tempo?
Porque o que eu sinto é vontade de estar perto, vontade de agradar, é sentimento sem reservas, sem pedidos, só sentimento. É algo tão sólido capaz de perdoar qualquer erro que seja, é tão fraco capaz de me fazer chorar com uma simples palavra. O que eu sinto é diferende do que dizem, do que demonstram e do que chamam de amor; será que eu não amo? Será que eu sou vazia? Se não é amor, que sentimento é esse então?
Alguém que realmente saiba, por favor, me ajude!

Nerd Joinha (J). aê. ;) agora eu uso oclinhos, hihi.
beeeem intelectual, num acha?
Solidão e lágrimas? Nem pensar.
Fugir da solidão é difícil, mas pra ficar na solidão e com sorriso... vai minha dica:
http://tedouumdado.blogspot.com/
é maravilhoso. Os melhores comentários, os maiores babados e muito bom humor.
Se me verem sorrindo sozinha e do nada por aê, é porque eu já tive minha dose matinal de TDUD? ;)
e para os que querem sorrisos gostosos e nos momentos mais improváveis, como os meus, façam bom proveito.
divirtam-se com a sétima face do dado, haha. ;*
Ok, cuidar da vida alheia é mesmo coisa de de-so-cu-pa-do, mas pelamordedeus, tem coisas que não têm como não serem notadas, nesse caso eu tenho de admitir, ando meio 'desocupada'.
Pra começar: Pelamordedeus, quando vai parar essa coisa de 'créééu'? Minha zente, primeiro quê, essa música é horrível, segundo quê, até pra quem ama essas músicas ridículas e sem nexo, ela já tá ultrapassada. As pessoas que se acham 'cool' insistem em postar em seus fotologs 'créus' e mais 'créus'... cadê a noção do ridículo? perdeu também? Hm, suspeitei desde o príncipio. E sim, estou falando de um caso específico, ainda que eu concorde que fofoca boa é fofoca bem contada, não posso citar nomes, hihihi.
Em seguida, estava eu fuçando os orkuts dos meus tão amados coleguinhas quando me deparo novamente com 'aquele' biquíni (quem me conhece sabe do que estou falando, quanto aos outros, vão ficar na vontade). Minha gente, alguém por favor me vende uma dose de bom senso preu dar de presente prum ser que se acha a dona da maior bunda do mundo, juro, vcs serão bem recompenssados, nunca mais terão que se deparar com aquelas fotos bem 'miguxas' mostrando a bundinha sexy e o biquíni sensação do século, pelamordedeus eu me acabo. (Caso não encontremos bom-senso, vamos por favor fazer uma vaquinha e darmos um biquíni ao menos mundoposto pra ela, assim ela continua mostrando a bundinha sexy, mas pelo menos a gente vai ter algo realmente bom de ver para olhar.)
Bem... depois e pra finalizar, eu não poderia deixar de citar a minha escola. Ok, não sou símbolo de beleza e ando longe disso, mas minha gente, eu me ponho no meu lugar e verdade seja dita, as feinhas com as quais me forço a conviver todas as manhãs não têm o senso do rídiculo. Algumas gritam euforicamente como se a vida delas dependesse da atenção que se matam pra receber do resto do mundo, outras se limitam a usar imitações baratas de algumas marcas só para aparentarem ter money, algumas (e essas realmente me surpreendem) fazem caridade, são feias e pegam toda a nação masculina também feio do colégio, eu não consigo entender. Pior, elas chamam umas as outras de 'gato-véi', cadê os espelhos pelamordedeus? Bom, para os que sempre me perguntaram porque eu acho um sacrífico ir para aquela escola, eis a resposta. Pros que me perguntam porque então nunca saí de lá, eu respondo: porque minha mãe acha bunitinho eu terminar o ensino médio na mesma escola que ela, 'afinal filhinha vc já conhece muita gente lá e vc sempre estudou com eles, é seu último ano, seria legal terminar com os amigos' e blá blá blá. Acreditem, se em soma eu juntar todos os 3° ano e totalizar 20 pessoas com as quais eu realmente tenho prazer em me relacionar, estarei sendo generosa e mais, não é que eu seja insuportável não, é que aquele povo só sendo como eles ou pior e graças à Deus, meus modos são melhorzinhos. E, como eu não posso generalizar, têm sim as bunitinhas, algumas até bem gatas... mas ou ficam com geral, ou queimam as 'melhores-amigas', ou fingem ter dinheiro para serem chamadas de patty ou se juntam a nação das que fazem de tudo pra chamar um pouco de atenção. É! Realmente deprimente. Mas o que me consola é mque ainda têm umas 20 bem sociáveis lá... ainda bem.
Enfim, contando as horas pra chegar julho, passar num vestibular e me mandar pruma facul com gente mais agradável, qualquer dia eu volto com mais algumas novidades dessa Teresina cool e seus habitantes 'pops', como eles mesmo se intitulam, SEMATA.
Uma ótima sexta-feira à todos, porque, pelo menos a minha manhã dela, será bem longa. ;*